A História dos Bottons (bottom, botton alfinete)
 
Os bottons (botton alfinete, badges, flair, bótons,  botons, bóttons, broche, pin) estão em todos os lugares. Nas jaquetas dos motociclistas, nas mochilas dos otakus (amantes de animes e mangás), aventais e uniformes, são por muito tempo usados como acessórios para vestimenta.

Mas não somente para isso! Sabendo do potencial em transmitir informações e estando sempre preso à pessoa, os políticos de outrora viram um grande potencial nos bottons como "propagandas ambulantes".
Foram usados na política americana na eleição de George Washington em 1789, onde os bottons pareciam um botão de roupa feito de bronze.



                 

Em 1824 John Quincy Adams utilizou pela primeira vez de forma maciça em sua campanha política vencendo sobre  Andrew Jackson.
Com a chegada da primeira patente para bottons personalizados usando fotografias, os botons para a campanha presidencial de 1860 agora também mostravam os rostos dos candidatos.  Isso permitiu que os eleitores vissem (e vestissem) as fotos de seus candidatos preferidos, incluindo Abraham Lincoln.

Um pequeno orifício permitia que os usuários costurassem seus bottons nas roupas ou prendê-los em cordões.
                                                

As coisas mudaram quando em 1892 a Whitehead and Hoag, Co., consegue a patente do celulóide, um composto de alta qualidade usado para criar impressões com cores mais vibrantes e qualidade, permitindo que começasse a produzir bottons mais modernos, semelhantes modelos ainda usados hoje em dia com uma haste para prender roupa.  A produção de buttons tornou-se mais barata, pois agora eles podiam usar uma imagem colorida, envolvê-la sobre um disco metálico e cobri-la com celulóide.
 

 
 
Através do séc. XX, candidatos usaram bottons de campanha para ajudar em suas eleições. Os candidatos podiam medir o suporte que possuíam ao olhar quantas pessoas vestiam seus bottons personalizados.
 

 

Na Década de 70 os políticos começaram a investir mais em propagandas políticas desviando sua atenção aos bottons, que passaram a ser vendidos aos eleitores como meio de angariar fundos. Hoje, botons vintage de campanhas são altamente colecionáveis e freqüentemente são encontrados em brechós, vendas de garagem ou na internet.
 
 

 
Após o uso dos bottons políticos, surgiram novas utilidades para o uso dos botons conforme o tempo, como em 1958, ativistas na Inglaterra, durante uma marcha de protesto pelo desarmamento nuclear utilizaram botons com o símbolo da paz criado no mesmo ano.
 

                           
 
As primeiras bandas de rock viram o potencial dos bottons como uma forma barata de entrarem em contato com seus fãs. Além disso, os bottoms poderiam gerar renda extra, servir como propaganda e impulsionar a promoção da banda, seu disco ou turnê atual. Bandas e artistas punk adotaram e popularizaram o mini-bottom (25mm).

                                   
 
E então veio à “carinha feliz” ou “smiley”. Foi um logo desenhado por Harvey Ball em 1963 para o State Mutual Life Assurance Company, onde primeiramente foram confeccionadas 100 unidades para distribuir entre os empregados e elevara moral. Mas foi somente em 1970, quando o Smiley foi associado à frase “Tenha um Bom Dia” que ele alcançou seu status de ícone. Somente em 1972, estima-se que mais de 50 milhões de bottons do Smiley foram vendidos, antes que a febre desaparecesse. 
 

      
 Nas décadas de 60 e 70, os bottons não eram usados somente por políticos, protestantes, anunciantes e bandas. Houve o surgimento de um novo tipo de bottom. As pessoas começaram a utilizar bottons em jaquetas jeans por diversão e auto-expressão, muitos deles com dizeres irreverentes e/ou capciosos.
 
Hoje, assim como no passado, muitos negócios descobriram os benefícios do uso de botons para promoção e marketing. Concebidos para intrigar e informar, bottons tem o poder de facilmente atrair o consumidor e encorajar um diálogo com funcionários.
     
 
 Através da história, conforme houve desenvolvimentos na tecnologia e na manufatura, o bottom evoluiu da sua origem política. Rever a história dos bottons oferece uma oportunidade fascinante para reflexão – em termos de causas, atitudes e interesses. Bottons não são apenas um acessório de moda, mas são principalmente como um outdoor pessoal que permite mostrar suas crenças e paixões. Como uma tendência que se resiste ao tempo, o boton continua sendo reinventado e sendo relevante para novas audiências e gerações.
 
Bottons nos EUA

Os primeiros bottons personalizados apareceram nas campanhas eleitorais americanas de 1876, fabricados pela empresa americana Whitehead & Hoag Co.    E são muito usados por políticos até hoje conforme campanha presidencial 2016  da candidata Hillary Clinton e Donald Trump.
 

  
 
 
Botons no Brasil
 
Sua popularidade foi tamanha que eles chegaram ao Brasil para serem usados em 1910, nas campanhas presidenciais dos oponentes Marechal Hermes da Fonseca e Rui Barbosa, e ambos fabricados pela mesma empresa, a Casa Standard.
  
Bottons personalizados feitos pela Casa Standard :

                   
 
         
Bottons também foram usados nas campanhas de Getúlio Vargas, Jânio Quadros, Juscelino Kubitschek, João Goulart e de Tancredo Neves e participaram das Diretas Já e estiveram presentes no impeachment de Fernando Collor.


                                                                                                                             

Referências:
http://www.britishmuseum.org
LUCAS,Gavin. Chapas: Un diseño redondo. Barcelona:Editorial Gustavo Gili, SL, 2007